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“A necessidade é a mãe da inovação”

Platão

 

Segundo o World Economic Forum, que se iniciou no dia 20 de Janeiro, a sociedade em rede em que vivemos está prestes a entrar na 4ª revolução industrial, na qual fatores como a internet dos objetos ou a big datas vão transformar a economia, o que resultará na perda de cinco milhões de empregos, nos próximos cinco anos, em todo o mundo.

Urge pois, que se concebam e implementem medidas muito específicas e focadas que permitam contornar tais prognósticos situacionais a médio prazo e alavanquem a criação de mão-de-obra competente para o futuro, ou seja, os governos irão enfrentar graves problemas sociais que encontram a sua raiz na consolidação de um desemprego crescente e nas consequentes desigualdades sociais que continuam a cavar um fosso cada vez mais largo entre ricos e pobres.

Para fazer face a uma conjuntura futura que se afigura ainda mais contingente e desafiadora é importante que o país em geral e Almada em particular desenvolvam estratégias que os coloque na crista da crescente onda da inovação.

Almada, cidade situada “na outra margem” de Lisboa, reúne um conjunto de potencialidades e de projetos já desenvolvidos que a afirmam como um Concelho autónomo e de excelência de inovação a nível nacional.

Outras das suas mais-valias importantes são recursos humanos qualificados que paulatinamente se vão formando nas prestigiadas universidades em áreas em constante e rápido crescimento: eg. tecnologias e saúde.

Por outro lado, o baixo custo de vida poderá atrair e fixar jovens e famílias, a que se aliam praias e um sol maravilhosos, os quais atraem muito empreendedores estrangeiros e veraneantes que desfrutam dias de excelência.

Porém, não existem políticas e um ambiente simplificado que fomentem a criação de novas empresas, de redes de contactos e parcerias e de estruturas de financiamento.

É necessário e imperioso que a inovação, as novas empresas, a criação de novos postos de trabalho e o fomento de um ciclo, que se possa apelidar de “vicioso”, de investimento permita de forma natural atrair mais e melhor investimento.

Se a tudo isto aliarmos a fixação de “talentos” formados em solo nacional, com certeza, que será possível atingir-se uma otimização empresarial e potenciação da economia nacional.

Aliás, um estudo da Comissão Europeia, reforça as nossas ideias, ao prever que em 2020, Portugal, tenha 15 mil vagas por preencher no sector das Tecnologias das Informação e Comunicação e só 8% das empresas das TIC portuguesas correspondam a start-ups (menos de 1 anos), ou seja, estas previsões reforçam a necessidade de investir, criar e apoiar o potencial deste Concelho.

É urgente e imperioso que as forças vivas do Concelho aproveitem programas como: Portugal2020 e Compete2020 para canalizar financiamentos, a fundo perdido, para apoiar estruturalmente as empresas mais promissoras nos mais variados setores.

Almada tem potencial? Sim, e pode posicionar-se na vanguarda da inovação, do empreendedorismo e da mudança. Só é necessário que as entidades competentes tenham a coragem e a visão para tomarem atitudes e ações disruptivas em relação ao presente estado de letargia e inação.

 

André  Bessa

Secretario Geral da JP Almada

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