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António Costa classifica Orçamento de Estado com muito mau

19 Novembro, 2014 • Redação • Destaque, Política

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António Costa afirmou terça-feira, em Setúbal, que as propostas de alteração do PS “não transformam o Orçamento de Estado [apresentado pelo Governo para 2015] num bom orçamento”.

“Não é um partido da oposição que torna bom um orçamento que é mau, e muito menos é possível tornar bom um orçamento que é muito mau”, disse o candidato a Secretário-geral do PS num encontro de militantes onde relembrou as propostas fundamentais dos socialistas de alteração ao Orçamento de Estado, as quais passam pelo “combate ao desemprego, apoio ao emprego, combate à pobreza e proteção do direito à habitação”.

“As propostas do PS para alteração do Orçamento de Estado “não visam transformar em bom o orçamento que este Governo apresenta, mas visam, desde já, procurar encontrar resposta para alguns dos problemas mais dramáticos com que a crise a que este Governo tem conduzido o País está a atingir milhares de famílias portuguesas e muitos setores de atividade”.

António Costa relembrou que o PS já propôs a “prorrogação por mais seis meses do subsídio social de desemprego”, para “garantir um mínimo de dignidade a todos os desempregados”. No plano do combate ao aumento da pobreza infantil, apresentou uma proposta de alteração ao orçamento que prevê “um aumento do abono de família significativamente acima da taxa de inflação”. Defendeu igualmente “uma majoração de 15 por cento do abono de família para as famílias monoparentais”, bem como a “restauração dos passes escolares”.

As propostas do PS incidem ainda sobre o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), de forma a que “a cláusula de salvaguarda deixe se ser temporária e passe a ser uma cláusula permanente com a garantia de que em ano algum o IMI possa subir mais de 75 euros por ano em virtude de uma atualização abrupta do IMI”, outra medida é “suspensão das penhoras de casas” de famílias em situação difícil.

António Costa destacou ainda a redução do IVA sobre a restauração como uma medida que pode “melhorar a competitividade e a capacidade do sector de criar empregos que são úteis e necessários na sociedade portuguesa”.

Na apresentação da Agenda para a Década, moção de estratégia que leva ao Congresso Nacional do PS, a realizar nos dias 29 e 30 de novembro, em Lisboa, António Costa, reforçou a ideia de que o caminho alternativo às políticas do atual Governo PSD-CDS, passa pela valorização dos recursos, do território, da língua portuguesa e da posição geográfica do País. A isto acrescenta a importância de modernizar o tecido empresarial e a administração pública, o investimento na cultura e na ciência e o reforço da coesão social.

 

Foto: DR

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