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Autarcas de Almada exigem metro até à Costa da Caparica

25 Março, 2014 • Humberto Lameiras • Destaque, Sociedade

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A conclusão na íntegra da linha do Metro Sul do Tejo (MST) – de Almada ao Barreiro –, poderá ficar à margem das opções do Governo nas Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado a construir. O relatório do grupo de trabalho constituído pela Secretaria de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações que identifica os projetos que irão “contribuir para potenciar a competitividade da economia nacional”, parece passar uma borracha sobre a conclusão da rede base o MST, mas os eleitos da Câmara de Almada não aceitam esta opção.

Na última reunião de Câmara vereadores e executivo aprovaram um parecer negativo à versão deste relatório, em discussão pública até ao fim de março, e, para além reclamarem a construção das duas fases restantes do projeto do metro da margem sul, exigem que seja estudada a sua extensão até à Costa da Caparica.

Para os autarcas a rede do MST é “fundamental para o desenvolvimento do Arco Ribeirinho Sul do Tejo” e consideram “lamentável” que o grupo de trabalho criado pelo governo “não considere a melhoria das acessibilidades entre as diferentes centralidades da Área Metropolitana do Tejo, ao mesmo tempo que “não atendeu ao conjunto de planos e estratégias de desenvolvimento da região”.

Afirmam ainda que a falta de competitividade e atratividade deste modo de transporte, quer ao nível da procura quer da rentabilização do investimento já efetuado, deve-se ao facto da rede não estar concluída na sua íntegra.

Quanto ao avanço do MST até à Costa da Caparica, os eleitos argumentam que esta linha é facilitadora nas deslocações entre os diversos destinos turísticos da região, e na estratégia municipal já foi considerada essa oportunidade. “Existe um espaço canal previsto para que o MST chegue à Costa da Caparica, passando pela Trafaria”, afirma o presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas.

Para a Câmara de Almada a falta de competitividade do MST, quer ao nível da procura quer da rentabilização do investimento efetuado, deve-se ao facto da rede base não ter sido concluída.”

Para a vereadora do PS, Francisca Parreira, a passagem do metro pela Trafaria teria ainda a vantagem de arrumar de vez com a possibilidade desta localidade vir a receber um terminal de contentores. Uma infraestrutura que população e autarcas rejeitam, mas que o Governo continua a fazer pairar.

Aliás, o relatório sobre as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado continua a referir a construção de um Terminal de Contentores de águas profundas, o que para os autarcas é uma clara indicação de que a Trafaria está na mira desta infraestrutura. “Águas profundas existem na Trafaria, comenta a presidente da União de Freguesias Caparica / Trafaria, Teresa Coelho (CDU), ao Cidade Informação Regional.

Para além da conclusão da rede de base do MST e do afastamento definitivo dos contentores da Trafaria, os eleitos da Câmara de Almada, no documento que vão enviar ao secretário de Estado das Infraestruturas, exigem a construção de um nó de ligação intermédio na zona de Corroios de acesso à A2, a construção do Terminal de Cruzeiros e a Marina de Almada nos antigos estaleiros navais da Lisnave.

Este parecer dos autarcas de Almada sobre o MST coincide com um despacho publicado em Diário da República (19 de março) em que o Governo anuncia que vai relançar as negociações do contrato de concessão deste transporte. No texto pode ler-se que “desde a entrada em funcionamento da rede do Metropolitano Sul do Tejo, em novembro de 2008, a procura real tem ficado aquém” do estipulado no contrato de concessão, tendo o Estado a obrigação de pagar anualmente compensações à concessionária.

Para calcular adequadamente as compensações a atribuir à concessionária, o Governo considera importante estabelecer-se, com total fiabilidade, os mecanismos de contagem de passageiros e de quantificação da fraude e avaliar com rigor o eventual incumprimento por parte da concessionária das suas obrigações.

O despacho refere ainda que no âmbito do memorando com a ‘troika’, o executivo assumiu o compromisso de renegociar as parcerias público-privadas para reduzir os encargos públicos.

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3 Respostas a Autarcas de Almada exigem metro até à Costa da Caparica

  1. Nuno Anjos diz:

    Barreiro Só ???? pelo menos até ao montijo fazia muito sentido, tal como fazia muito sentido aglutinar a TST a transtejo e o MTS na mesma empresa para se poder Coordenar os transportes de uma maneira racional, hoje em dia não faz sentido haverem autocarros a saírem de cacilhas para subirem a Bento Gonçalves ou mesmo irem para o laranjeiro ou Corroios, o que faz sentido é criar novos centros terminais em zonas onde até existe espaço para fazer ou até já estão feitos, um exemplo é os autocarros que vem da C. Caparica do Monte de Caparica da Trafaria e da Charneca não fazerem Términos na estão do Pragal e daí as pessoas seguirem de metro para Almada

  2. Nuno Anjos diz:

    Desculpem-me se ofendo os autarcas dos concelhos da margem sul mas ou voces são pessoas de Vistas curtas ou então nunca se aperceberam que o Metro de Superficie é a melhor solução para criar uma rede de transportes moderna e reduzir substancialmente a poluição e os problemas de transito automovel nesta região, mais tarde ou mais cedo a TST a MTS e a Transtejo vão ser aglutinadas e coordenadas como uma só, se isso acontece mais cedo ou mais tarde é uma opção Politica, pessoalmente acho que com um potencial de 2 ou 3 milhões de utentes diários pelo menos nos meses de verão, essa ideia devia ser trabalhada e concretizada o quanto antes !

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