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Autarquia diz ter vencido guerra da Alta Tensão

24 Abril, 2014 • Humberto Lameiras • Destaque, Sociedade

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O enterramento parcial da Linha de Muito Alta Tensão entre Fernão Ferro e a Trafaria parece ser caso encerrado entre a Câmara de Almada e a Rede Elétrica Nacional (REN), mas ainda levanta muitas dúvidas ao Partido Socialista e Bloco de Esquerda.

É que embora o executivo municipal alegue que a solução encontrada com a REN “é um processo evolutivo” e que, “não desistiu do enterramento total da linha”, como afirmou o vice-presidente da autarquia, José Gonçalves, em reunião de Câmara, para o PS e BE o acordo mais benéfico para a população seria passar toda a Muito Alta Tensão por baixo de terra.

Para a vereadora socialista Francisca Parreira, o acordo agora encontrado “é bom”, mas realça que durante muito tempo o PS “pugnou pelo enterramento total” desta linha. Por isso, diz que os socialistas estarão “atentos” ao que vai acontecer na zona de Pêra; ou seja, de olhos postos na obra da REN.

A proposta aprovada na primeira reunião de Câmara de abril, com os votos a favor da CDU e PSD e o PS a abster-se, também não agrada a Luís Filipe Cruz, membro da Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Almada. Na sua opinião, apenas um fato deve contar: “a defesa da qualidade de vida da população”, e, nesta matéria, “não há derrotas, apenas uma luta que tem de ser continuada”.

“O PS e o BE não estão muito convencidos com o acordo entre a Câmara e a REN para a Linha de Muito Alta Tensão”.

Mas o certo é que a persistência da autarquia e da população durante nove anos não fez grande mossa nas intenções da REN. Aliás, José Gonçalves lembra que nessa altura a REN “não quis saber o que pensava o município sobre a Linha de Muito Alta Tensão, nem ouviu as reclamações da população”. Contudo, a persistência de autarcas e moradores conseguiu um “recuou” da empresa.

E o que a autarquia conseguiu, depois de desistir de processos judiciais contra a REN, foi uma alteração ao projeto em que a Linha será enterrada ao longo do IC32/A33 até ao nó rodoviário do Lazarim, seguindo pela faixa rodoviária da via que liga esta localidade à Trafaria. Isto implica o enterramento da linha entre os postes 43 e o 80, sendo este último relocalizado junto ao IC20. Esta alteração, refere a proposta aprovada em reunião de Câmara, irá defender as zonas urbanas e urbanizáveis da Charneca de Caparica e Sobreda.

O mesmo documento afirma que a REN se compromete a afastar a passagem aérea da Linha relativamente ao núcleo urbano de Pêra, que passa de uma distância de 70 metros para cerca de 200 metros. O texto refere ainda que são anulados 35 dos 46 postes que atualmente constituem a Linha de Muito Alta tensão no concelho.

Para o presidente da Câmara, Joaquim Judas, este acordo conseguido pela REN “tem significado para Almada e para o País”. É que no texto a ser assinado por ambas as partes a REN assume não passar Linha de Muito Alta Tensão por cima de zonas urbanizadas”.  

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