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CDS contra oferta de relógios a trabalhadores da Câmara

29 Maio, 2014 • Humberto Lameiras • Destaque, Política

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O CDS-PP de Almada acusa autarquia de gastar verbas com a oferta de relógios a funcionários. Mas para a Câmara de Almada esta é uma falsa questão, uma vez que este procedimento, para além de ser uma prática já de tradição, representa um gesto de reconhecimento aos trabalhadores com mais de 25 anos ao serviço do município.  

A oferta de relógios de pulso por parte da Câmara de Almada a funcionários com 25 anos de serviço, está a ser questionada pela estrutura concelhia do CDS-PP que manifesta “preocupação e desagrado” por estas “segundo informação no Portal Base, terem um valor de 63.792 euros”. Um montante que os centristas consideram “excessivo e despropositado”.

Para António Pedro Maco, presidente da concelhia do CDS-PP de Almada e deputado municipal, o facto da autarquia almadense “ter uma boa tesouraria em nada quer dizer que a despesa é direcionada da melhor maneira”. Sendo este um caso que o “comprova”.

Perante isto, o líder centrista afirma que vai enviar um requerimento à câmara municipal “solicitando explicações sobre a finalidade da aquisição de 98 relógios”. E acrescenta: “com tanto que há por aplicar ao nível de medidas sociais, eis que o executivo comunista delapida os cofres da autarquia com oferendas”.

Ora para o presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas, (na foto) esta questão que tem vindo a ser colocada pelo CDS-PP, só se entende no quadro político de um partido que faz parte de um Governo que “tem vindo a impor sacrifícios a funcionários públicos e pensionistas sem lhes reconhecer uma vida de trabalho”.

O edil confirma que é verdade esta oferta por parte da Câmara a funcionários com 25 anos ao serviço da autarquia e, mais do que isso, “cada relógio é gravado com o nome do trabalhador que o recebe”.

A isto acrescenta que os relógios “são entregues no Dia da Cidade (24 de junho), numa cerimónia em que participam mais de mil funcionários da autarquia, as diversas forças políticas presentes na Câmara Municipal, assim como representantes das Comissões Sindicais e de Trabalhadores”.

Refere ainda Joaquim Judas que este é um ato de “reconhecimento da dedicação dos funcionários do Município de Almada ao serviço público”, e que o mesmo existe “há mais de 20 anos”. Portanto, este ano vai repetir-se essa mesma prática, e garante que esta despesa não afeta o investimento da autarquia, nomeadamente nas áreas de intervenção social, que têm registado, nos últimos anos, um acréscimo de verbas, em virtude das necessidades sentidas pelas populações, derivadas das políticas nacionais que têm levado a um empobrecimento dos portugueses”.

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