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Desde há muito que o CDS-PP em Almada propõe uma verdadeira aposta na agricultura urbana.

A Urbe, só por si, não deve ser considerada um factor de exclusão de oportunidades que muitas das vezes a paisagem não comporta, até porque a paisagem é o homem que a transforma, sendo o resultado fruto das suas intervenções.

Uma cidade moderna e virada para o futuro deve ter em conta a criação de espaços multifacetados com vista a aumentar e proporcionar uma cada vez maior qualidade de vida, aproveitando o apanágio de um novo e vanguardista estilo de vida colmatando as novas exigências que o homem enquanto ser social vai tendo necessidade de adquirir.

A adaptação às cidades de novas realidades e de novos modelos de urbanidade leva a que se comece a pensar em trazer novas paisagens para a periferia da cidades, quando não mesmo para o seu interior, visando, sobretudo, criar condições para uma menor dependência no que respeita a subsistência alimentar e mesmo económica.

Em Almada, o CDS-PP local desde há muito que vem tentado passar essa mensagem de que quer a agricultura urbana ou a criação de condições para a sua práctica, quer as hortas urbanas devem ser uma prioridade para quem hoje em dia desenha e projecta e/ou requalifica um espaço urbano.

A agricultura urbana ou a criação de condições para a sua práctica, quer as hortas urbanas devem ser uma prioridade para quem hoje em dia desenha e projecta e/ou requalifica um espaço urbano.”

Pela mão do deputado municipal na altura Fernando Sousa da Pena, a questão da agricultura urbana foi pela primeira vez colocada em Almada, ideia essa que não teve sucesso por parte do executivo comunista e que também não angariou muitos adeptos pela restante oposição, tendo sido mesmo alvo de algum escárnio jocoso por parte dos mesmos. Hoje em dia, esta ideia começa a ser vista como uma realidade viável sendo aposta prioritária em muitos municípios pelo país fora.

Em Almada, a aposta neste tipo de agricultura tem de ser uma realidade devendo a câmara municipal criar todas as condições ao seu alcance para que o concelho se torne uma fonte atractiva para o desenvolvimento deste tipo de “nova economia”. Temos bons solos e boas condições climatéricas, sendo assim, é preciso fomentar e promover outros esteriótipos incutindo novas realidades fundamentadas em novas necessidades.

Para tal, deve-se privilegiar a defesa dos solos protegidos e agrícolas ao invés da aposta especulativa imobiliária ou mata de betão algumas embora muito modernas são escassas em termos de qualidade de vida.

A sua implementação passa pela implantação de medidas tal como: 1) o incentivo à agricultura biológica, criando espaços de vendo ao ar livre promovendo a sua divulgação e comercialização de produtos, 2) a introdução de funções agrárias compatíveis com a esfera urbana, hortas sociais e jardins de produção, 3) a preservação e o assegurar dos solos e linhas de água, 4) incetivo à floricultura e a produção e reaprendizagem do uso de plantas medicinais, 5) identificação e delimitação dos aquíferos do concelho, mais e adequadas campanhas de informação e sensibilização e incentivo, sobretudo nas escolas, tudo isto em consonância com a relocalização e/ou deslocalização de complexos industriais ou de outros elementos fortemente perturbadores da paisagem ou que desincentivem a aposta em novas políticas que favoreçam o ambiente.

Na Assembleia Municipal de Almada daremos continuidade à defesa do meio ambiente e paisagem natural e dos solos protegidos, como sempre temos vindo a defender.

Para o CDS-PP Almada esta é uma prioridade já apresentada no último programa às eleições autárquicas do ano passado continuando a fazer sentido que medidas como estas sejam implementadas no concelho com a maior brevidade possível.

António Pedro Maco Deputado Municipal e Presidente do CDS-PP Almada CDS-PP

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