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Concessionários e autarquia exigem recuperação de praias

12 Fevereiro, 2014 • Humberto Lameiras • Destaque, Sociedade

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No próximo dia 15 de Fevereiro a população da Costa da Caparica vai ser ouvida pela Câmara de Almada sobre os danos causados pela força do mar na frente de praias. É já unânime que a tutela do Ambiente tem de tomar medidas.

A Câmara de Almada e os concessionários dos apoios de praia, bares e restaurantes da Costa da Caparica, exigem a intervenção urgente das entidades competentes na recuperação de infraestruturas e estabelecimentos destruídos pelo mar nas últimas semanas. Entretanto, o presidente da Junta de Freguesia desta localidade, José Ricardo Martins, avança que está a ser preparado um relatório sobre os danos causados, para enviar ao ministro do Ambiente.

Com a porta-voz dos concessionários, Patrícia Clington, a afirmar que a intempérie “causou prejuízos avultados” nos estabelecimentos na frente urbana da cidade da Costa da Caparica, a Câmara de Almada, que já solicitou esclarecimentos à tutela do Ambiente, vai realizar a 15 de Fevereiro uma reunião com a população, pelas 18 horas, no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental, para debater esta questão.

Adianta a autarquia que as instâncias responsáveis pela orla marítima têm de dar “garantias de reparação dos danos causados, de modo a permitir que os agentes económicos e as populações possam ver ressarcidos os avultados prejuízos que sofreram”.

Para Joaquim Judas, presidente da Câmara Municipal de Almada, há uma “imperativa necessidade de adoção de medidas de proteção da orla costeira na zona da Costa da Caparica”, ao mesmo tempo lamenta que “o Governo e o ministro do Ambiente os quais, sublinha-se, são os responsáveis pela gestão da frente atlântica do Concelho de Almada, insistam em não responder aos pedidos de intervenção que lhes foram dirigidos, em particular no que respeita ao cumprimento dos programas e calendários das medidas de proteção da orla costeira, anteriormente acordados”.

Recorde-se que a 10 de janeiro de 2014, na sequência da intempérie registada no início do ano, Joaquim Judas solicitou ao ministro do Ambiente informações precisas relativamente às intenções de intervenção do Governo no sentido de serem concretizadas as necessárias obras que permitam prevenir situações como as registadas. Pedido de informação que embora reiterado no passado dia 30 de janeiro, “permanece até ao momento sem qualquer resposta”, afirma a autarquia.

Por seu lado os concessionários exigem “uma resposta urgente da CostaPólis, da APA (Agência Portuguesa do Ambiente) e da Câmara Municipal de Almada, porque o pontão da praia do norte está vedado por falta de segurança e há bares e restaurantes com prejuízos elevados que têm de ser ressarcidos”, refere Patrícia Clington, adiantando que os proprietários dos equipamentos da frente de praias estão a ponderar tomar medidas para que as suas reivindicações sejam ouvidas.

Segundo veio a público, no início desta semana técnicos da APA visitaram as zonas mais fustigadas pelo mar e terão reconhecido a necessidade de realizar obras urgentes, quer na segurança dos estabelecimentos quer nos acessos à praia.

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