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Distrital do PSD interroga Governo sobre Arco Ribeirinho

10 Abril, 2014 • Redação • Destaque, Política

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A Distrital de Setúbal do PSD quer conhecer as intenções do Governo sobre o novo modelo de desenvolvimento para os antigos territórios industriais da Margueira (Almada), Siderurgia Nacional (Seixal) e Quimiparque (Barreiro). Para obter respostas, solicitou esta semana reuniões a vários membros do executivo de Pedro Passos Coelho, incluindo a ministra das Finanças e o ministro do Ambiente.

Refere nota da estrutura política social-democrata de Setúbal, que no início do mandato o Governo extinguiu a sociedade Arco Ribeirinho Sul (ARS), transferindo as suas competências para a empresa Baía do Tejo.

Tendo em conta que o projeto ARS “previa e assentava no avanço de mega-infraestruturas como a terceira travessia do Tejo e o novo aeroporto na margem sul”, elementos que, refere este órgão distrital, “estruturavam toda a operacionalização do projeto”, Bruno Vitorino, presidente da Distrital de Setúbal e deputado, pretende “sensibilizar os governantes para a importância de se definir um novo plano estratégico” para esta frente ribeirinha, assente em “novas realidades e em novos pressupostos, exequíveis que garantam a sua efetiva concretização”.

A Distrital do PSD de Setúbal considera que para “rentabilizar” os territórios da Margueira, Siderurgia e Quimiparque, é preciso “apostar na captação de investimento e atração de empresas”.

Para Vitorino que “não faz sentido insistir num plano cujos pressupostos foram alterados”, uma vez que “não há condições para construir esses mega-investimentos no curto prazo, nem é sensato continuar a apostar em sustentabilidades financeiras assentes no imobiliário”. Na sua opinião é necessário “rentabilizar aqueles territórios é mudar o paradigma, apostar na captação de investimento e atração de empresas”.

A conclusão do líder distrital passa por implementar “uma nova estratégia integrada – mas exequível –, que tenha em conta as novas realidades nacionais e que obrigue todos os ministérios e entidades públicas a coordenarem-se melhor” e também a “olharem para aquele território como um todo, partilhando os mesmos objetivos”.

Neste sentido destaca o trabalho que tem sido feito no terreno ao nível da resolução dos passivos ambientais e da promoção do território. “A questão que está em cima da mesa, sobre a possibilidade daqueles territórios receberem atividade portuária, é também fator importante e que obriga à definição duma nova estratégia e abordagem global”, acrescenta.

O dirigente social-democrata acredita que este projeto pode potenciar territórios nestes três concelhos, que representam cerca de 5 por cento da população a nível nacional, e ocupam mil hectares às portas de Lisboa. “É uma oportunidade perdida se não tivermos uma visão estratégica para estes territórios”. E acrescenta: “é necessário que o Arco Ribeirinho Sul tenha um plano integrado voltado para o desenvolvimento económico, que pode e deve potenciar o futuro da região e do país”.

 “Pela sua história, pelo seu ADN e pelo seu potencial, os territórios do Arco Ribeirinho Sul são fundamentais no processo de reindustrialização de Portugal”, conclui o líder distrital do PSD.

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