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Faltam 40 médicos em Almada e Seixal

2 Abril, 2014 • Humberto Lameiras • Destaque, Sociedade

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Almada é o concelho da península de Setúbal com mais falta de médicos, logo seguido do Seixal. Pelas contas do presidente da câmara almadense, Joaquim Judas, existem 69.751 utentes sem médico de família nos agrupamentos dos centros de saúde dos dois concelhos, o que significa que “faltam 40 médicos” para servirem esta área geográfica.

“A média é de um médico por 1750 utentes”, contabiliza. Outro dos problemas que aponta é a “dificuldade de resposta do Hospital Garcia de Orta”, uma unidade de referência que “não está a conseguir cobrir toda a sua área de influência”.

O problema da falta de médicos estende-se aos centros de saúde em toda a península, com Setúbal e Sesimbra com 61 mil e 800 utentes sem médico de família e o território do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete com 52 mil e 600 utentes sem um médico que os acompanhe regularmente.

Os problemas que se colocam ao funcionamento do Serviço Nacional de Saúde passados 35 anos da sua implementação – “uma das grandes conquistas de Abril”, como afirma Joaquim Judas –, vão estar em debate no próximo dia 5, no Barreiro, no âmbito das comemorações do 40.º aniversário do 25 de Abril.

Este debate, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, é organizado pela Associação de Municípios da Região de Setúbal em parceria com o Conselho Distrital da Ordem dos Médicos, e vai reunir profissionais e utentes de saúde em torno deste sector como indicador de desenvolvimento regional.

“Com o direito de todos ao acesso à saúde, conseguiu-se um significativo aumento da esperança de vida da população. Mas neste momento assistimos ao recuo na qualidade do Serviço nacional de saúde”, comenta o edil de Almada.

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