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Investigadora da FCT recebe bolsa para investigar microrganismos

10 Dezembro, 2014 • Redação • Ciência, Destaque

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Cecília Roque, investigadora principal do grupo de Engenharia Biomolecular da UCIBIO da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, recebeu uma Starting Grant do Conselho Europeu de Investigação (ERC).

Através desta bolsa a investigadora vai receber um financiamento do ERC, para os próximos cinco anos, que rondará os 1,5 milhões de euros. Com o prémio, vai estudar como detetar e identificar microrganismos de uma forma rápida e não invasiva através dos odores que libertam.

“Tal é possível graças a materiais inovadores que foram desenvolvidos no nosso laboratório e que têm a capacidade de alterar as suas propriedades na presença de odores”, explica Cecília Roque, professora de Química da FCT e que faz parte da unidade de investigação deste departamento

“Atualmente, o diagnóstico de um agente patogénico demora entre 24 a 36 horas, o que leva a um atraso na prescrição do antibiótico adequado. Com esta nova tecnologia, será possível identificar de uma forma rápida os principais microorganismos responsáveis por infeções, nomeadamente aqueles que apresentam resistência a antibióticos”, diz a investigadora.

Com esta nova técnica pode poupar-se em meios de diagnóstico, bem como nos custos económicos e humanos associados ao uso abusivo de antibióticos. Por outro lado, ao nível de saúde pública será possível um maior controlo de doenças infeciosas.

O ERC tem como estratégia encorajar a investigação de excelência na Europa, apoiando a melhor investigação de fronteira em todas as áreas das Ciências e Humanidades. Financia individualmente cientistas de qualquer nacionalidade, idade ou área científica, abrangendo, com quatro instrumentos de financiamento, diferentes níveis de senioridade. Desde 2007, o ERC financiou mais de 4000 projetos na Europa.

As ERC Starting Grant são destinadas a investigadores em início de carreira e têm um valor médio entre 1,5 milhões a dois milhões de euros para cinco anos. Este ano, foram atribuídas cinco Starting Grants a investigadores que trabalham em Portugal.

 

Foto: DR

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