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Jerónimo promete estratégia para libertar Portugal da dívida

9 Setembro, 2014 • Humberto Lameiras • Destaque, Política

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O PCP vai avançar com uma ação política pela “defesa dos interesses nacionais”, anunciava Jerónimo de Sousa no discurso de encerramento do Festa do Avante. Para o secretário-geral do PCP, Portugal está a “degradar-se” e meteu o PS, PSD e CDS no mesmo saco como responsáveis pelo “retrocesso nacional”.

Depois de um sábado de chuva que ameaçou arrefecer a festa comunista, Jerónimo de Sousa aproveitou o sol de domingo para afirmar à multidão que encheu o recinto do palco principal que o partido está em fase de crescimento. “Desde o início deste ano já se juntaram ao PCP 1.100 novos camaradas, mais de metade com menos de 40 anos”.

Para o líder comunista este é um dos indicadores de que os portugueses querem um novo rumo para o país, por isso vão responder com uma “política alternativa” que liberte Portugal dos “constrangimentos que entravam a recuperação económica”. Trata-se de agir para travar a “dimensão insustentável da dívida pública e externa”, preparar o país “para a saída do Euro” e ainda tomar o “controlo público do setor financeiro”.

O primeiro passo do partido está marcado já para 28 de setembro – data que coincide com as primárias do PS – com a iniciativa de abertura da ação “A força do Povo por um Portugal com futuro”, que será centrada na “Dívida, no Euro e nos interesses nacionais”.

Na agenda do PCP está ainda abrir a sessão legislativa com a apresentação na Assembleia da República de “um projeto de resolução que estabeleça um programa para resgatar o País da dependência e do declínio”.

Sem esquecer casos que abalaram o País como o “ruir do império Espírito Santo”, que interpreta como a “falência da política de direita”, e o necessário aumento do salário mínimo nacional para os “600 euros”, a curto prazo, o secretário-geral prometeu que o PCP vai apertar a luta contra os poderes estabelecidos. “Não é obra do acaso que um quarto da riqueza em Portugal está nas mãos de 1 por cento da população. E 5 por cento dispõe de quase 50 por cento”.

É para denunciar estas questões e apresentar propostas que os comunistas vão “reforçar os meios de ação e intervenção quanto à imprensa partidária, informação e propaganda”, uma estratégia que passa ainda por alargar o recinto da Festa na Quinta da Atalaia também à Quinta do Cabo.

“Esta decisão corresponde a uma grande aspiração do coletivo partidário e dos visitantes da Festa”. Para adquirir o novo terreno, o PCP vai lançar uma campanha nacional de aquisição de fundos. “Nós não dependemos de negócios com o BES ou outros bancos”, afirmou Jerónimo de Sousa.

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