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Fernando Fitas e Joaquim Judas, presidente da Câmara Municipal de Almada

Jornalista Fernando Fitas vence Prémio de Poesia e Ficção

28 Novembro, 2014 • Redação • Cultura, Destaque

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Fernando Fitas venceu o Prémio Literário de Poesia e Ficção de Almada com o original “Alforge de heranças”. A distinção foi entregue ontem, quinta-feira, no Fórum Municipal Romeu Correia pela mão do presidente da Câmara de Almada. O autor recebeu um prémio pecuniário no valor de 2500 euros.

Na 20.ª edição deste prémio, dedicada ao género Poesia, participaram 25 obras originais avaliadas por Fernando Jorge da Silveira e Sousa Fabião, em representação da Associação Portuguesa de Escritores, Graça Pires, em representação da Câmara Municipal de Almada, e José Manuel Lourenço Matias, em representação da Sociedade de Língua Portuguesa.

A obra “Alforge de heranças”, organizada em duas partes, começa por evocar a “construção da casa” como metáfora do zelo, dos sobressaltos, das razões, do quase remorso de ficar “aqui” na fragilidade deste quotidiano com desafios e esperanças. A segunda parte remete-nos para a imagética de um tempo em que os silêncios e os gestos fraternos eram gritos da revolta e dos sonhos sufocados.

Nascido no Alentejo, Campo Maior, Fernando Fitas viu reconhecido o seu livro “Alforge de heranças” no mesmo dia em que a UNESCO considerou o Cante Alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Comentava o autor na sua página pessoal do Facebook: “mesmo sem saber cantar hoje sou duplamente alentejano, porque sei o que ele representa para quem nasceu no Alentejo. É expressão genuína da terra, uma forma única e inimitável de soletrar o quotidiano em toda a sua plenitude”.

Jornalista desde 1975, enquanto divulgador de poesia foi membro da Cooperativa Cultural Era Nova. Em 2003 venceu o Prémio de Poesia e Ficção de Almada com a obra “O Ressoar das Águas”.

Em 2012 editou “Alma d’Escrita”, no qual reúne uma série de reportagens sobre a preservação e defesa do património, tradições, memórias ou símbolos da identidade almadense. É ainda autor das obras “Canto Amargo”, “Amor Maltês”, “Silêncio Vigiado” e “O Saciar das Aves”.

Organizado pela Câmara Municipal de Almada, desde 1995, o Prémio Literário de Poesia e Ficção de Almada pretende estimular a criação literária e o aparecimento de novos autores naturais, residentes ou que exerçam a sua atividade no concelho de Almada.

 

Foto: DR

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