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Maria Emília de Sousa_Medalha e Chave de Ouro

Maria Emília promete dar Ouro ao povo de Almada

14 Outubro, 2014 • Humberto Lameiras • Destaque, Sociedade

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A ex-presidente da Câmara de Almada, Maria Emília de Sousa, foi distinguida, no passado sábado, com a Medalha de Ouro da Cidade e a Chave da Cidade. Duas insígnias que prometeu virem a fazer parte do espólio do Museu da Cidade.

“É compromisso assumido que o ouro do povo ao povo voltará. Assim, serão entregues, a seu tempo, à autarquia para depósito no Museu da Cidade, onde se conta a história de Almada e do seu povo”, revelou Maria Emília de Sousa depois de dedicar ambas as distinções ao “povo de Almada” de quem diz ter recebido “tanta confiança e ensinamento”.

A atribuição da Medalha de Ouro da Cidade de Almada foi decidida em virtude “do extraordinário contributo e dedicação pessoal, profissional e política, que colocou ao serviço do desenvolvimento do Concelho e do bem-estar e qualidade de vida do Povo de Almada”, referiu o atual presidente da Câmara, Joaquim Judas, durante a cerimónia que decorreu na Academia Almadense.

Quanto à atribuição da Chave e Ouro da Cidade, foi decidida após diligências concretizadas, junto da Câmara, por um movimento que reuniu mais de 1800 cidadãos e personalidades, com destacada intervenção no concelho, muitos deles agraciados também com a Medalha de Ouro da Cidade.

“Almada honra-se de Maria Emília de Sousa”, afirmava Joaquim Judas referindo-se ao trabalho feito pela sua antecessora. “Provou existirem outras formas de estar na vida pública, na política e no exercício do poder com a coragem de defender esta terra, preocupação com as pessoas e gestão da coisa pública”. E acrescentava: “no progresso do concelho neste 40 anos de democracia, em quase tudo Maria Emília de Sousa deixou a sua marca”.

Depois de passar pelo Movimento Democrático das Mulheres, presidência da Junta de Freguesia de Almada, pela Assembleia Municipal e pela vereação, Maria Emília de Sousa foi consecutivamente eleita presidente da Câmara de Almada entre 1987 e 2013, não se tendo recandidatado por imperativo da lei da limitação de mandatos.

Natural de S. Bartolomeu de Messines (Faro), Maria Emília de Sousa veio residir para Almada a 1 de maio de 1966, depois de ter passado parte da adolescência no concelho da Moita. Após o 25 de Abril de 1974 fez-se militante do PCP, tinha então 30 anos. Um partido que “me aceitou tal como sou, uma mulher do povo e cristã”, contou no seu discurso de agradecimento onde relembrou momentos da sua história de vida e da família, até ao dia em que “tive o privilégio de chegar a Almada”, afirmou.

Carlos do Carmo_homenagem Maria Emília de SousaA cerimónia, na qual esteve presente o Bispo de Setúbal, o secretário-geral do PCP, o comandante da Base Naval de Lisboa e vários autarcas, terminou com um espetáculo do fadista Carlos do Carmo que, para além dos seus músicos, foi acompanhado pela Sinfonietta de Lisboa, direção do maestro Vasco Pearce de Azevedo.

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