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A dois meses do fim do programa de assistência a Portugal, e deve-se lembrar que em 2009 o país estava no limiar da banca rota, eis que aparece, inesperadamente, ou não, um conjunto de personalidades a subscrever um documento onde se propõe a renegociação da dívida. Curioso, que maior parte dos seus subscritores, são os mesmos que há meses atrás afirmavam acerca da espiral recessiva que não se veio a concretizar muito por astúcia e estratégia do governo PSD/CDS-PP.

O mesmo Governo, e bem, apressou-se a reagir, e, convictamente, apelidou o documento e a ideia de inoportuna e mesmo de alguma falta de responsabilidade perante o cenário de instabilidade e de desconfiança que o mesmo poderia causa junto dos credores e dos investidores externos.

É também por ai, que se devem analisar as consequências que poderiam advir junto de quem pretende investir em Portugal, se o governo abrisse mão das intenções propostas no denominado Manifesto dos 70. O país precisa de investimento para crescer e para gerar emprego, e só com confiança esse investimento pode viabilidade.

Vamos, contudo, a factos; o documento, pelos vistos, tendo como primeiro subscritor o ex-Ministro das Obras Públicas do governo PS João Cravinho, entre outros notáveis do Partido Socialista, é de uma falta de bom senso revelando mesmo um sentido de oportunismo e de branqueamento de responsabilidades acrescidas de quem é co-responsável pelo estado lastimável das contas e dívida pública a que o país chegou em 2009, vergando-se sem qualquer hipóteses de escolha às instituições internacionais.

O PS já percebeu que perdeu a “guerra” com o governo e que Portugal vai mesmo conseguir, contra todas as expectativas iniciais, superar os desafios (…)”

O Partido Socialista de liderança frouxa e que não consegue fazer passar a mensagem que se esperaria conseguir junto da opinião dos portugueses e mesmo internamente, é um partido à deriva com laivos de oportunismo táctico fora de tempo usando o dramatismo encenado para tentar a todo o custo chegar de novo ao poder.

O PS já percebeu que perdeu a “guerra” com o governo e que Portugal vai mesmo conseguir, contra todas as expectativas iniciais, superar os desafios e o conjunto de obrigações que muito custaram a todos os portugueses para que o país volte a ter a possibilidade de fazer as suas escolhas sem a supervisão directa de terceiros.

É nesse tom que o líder do PS tenta, mais uma vez, confundir os portugueses tentando desvirtuar o sentido das próximas eleições europeias (Parlamento Europeu) fazendo do mesmo o cavalo de Tróia, para a todo o custo, tentar o assalto ao poder. 

Não é com irresponsabilidade e ganância de poder que se resolvem os problemas do país. 

O país precisa de estabilidade e os portugueses sabem e reconhecem que apesar de todos os constrangimentos valeu a pena. 

Portugal está no rumo certo.

 

António Pedro Maco
Deputado Municipal e Presidente do CDS-PP Almada

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Uma resposta a Notáveis, mas não tanto

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