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No Partido Socialista, alguns militantes tem manifestado uma grande preocupação relativamente a uma possível perda de unidade do nosso partido, derivado do desafio intempestivo de António Costa, tenho opinião diferente e parece-me excessiva essa preocupação.

O Partido Socialista não podia continuar nem pode continuar a viver numa unidade aparente como nos últimos 3 anos, onde nos corredores e em surdina ouvia-se a traição, deslealdade, reserva mental, e a dissimulação.

Apesar de todos os efeitos negativos que o desafio de António Costa trouxe ao Partido Socialista, na minha opinião teve a virtude de originar definitivamente a “separação das águas”.

António Costa e alguns dos seus apoiantes julgam-se uma espécie de “elite” da gestão da coisa pública, onde as agendas pessoais atropelam tudo e todos, dependem há muitos anos das nomeações para a administração pública, ou dos negócios que o poder permite, esperando que o seu quinhão satisfaça o seu modo de vida, e sustente o seu eleitorado interno.

Por isso existem grandes diferenças entre António José Seguro e António Costa.

António Costa na minha opinião tem um posicionamento político medíocre, é uma espéciede Santana Lopes à esquerda, onde fala de tudo superficialmente e quando sai da zona de conforto as dificuldades aumentam, o País precisa de muito mais, porque os tempos são muito exigentes.

António Costa quando confrontado com a pergunta, responde sempre “nim”, nunca dizendo não, nem dizendo sim, quando responde normalmente diz o que é óbvio, procurando hiperbolizar algo que qualquer cidadão médio percebe, coisas da comunicação provavelmente.

António Costa com a estratégia e tacticismo conhecido, imagem, meios de comunicação, os condes e os marqueses do PS, tendo estas condições reunidas esperava o assalto ao poder através de uma espécie de Blitzkrieg (termo alemão para “guerra-relâmpago”). Errou na estratégia e nos cálculos, e começa-se a perceber na sociedade Portuguesa de que o” messias” é mais do mesmo e que as velhas propostas são de uma vacuidade impressionante com a agravante de a sua candidatura deixar o PS de tal maneira fragilizado que a direita pode voltar a vencer eleições.

António José Seguro passou 3 anos como líder da oposição, o lugar mais difícil na política nacional como reconhecem todos os analistas e politólogos, o PS ganhou as eleições autárquicas com o maior número de presidências de Câmaras Municipais de sempre e ganhou, sem margens para dúvidas, as eleições europeias a uma direita unida.

António José Seguro é uma pessoa para quem a honestidade é fundamental. Trabalhador incansável, competente, responsável, determinado e frontal, é também humilde, atencioso e dialogante. É amigo, solidário e leal. Tem um conhecimento do Portugal profundo e real como poucos.

Com uma carreira política já com alguma longevidade e com vários cargos assumidos, nunca se ouviu uma insinuação que fosse sobre atuações menos claras na política ou entre a política e o mundo dos negócios. Transparência na vida política e na vida pública é um dos seus lemas.

António José Seguro, assumiu sempre o PS por inteiro. A sua dedicação ao PS é inquestionável. Recordo quando renunciou ao seu lugar de deputado europeu (lugar tão ambicionado) para vir ajudar, como ministro-adjunto, um António Guterres já bastante desgastado no seu 2º Governo.

É um homem que honra a palavra. Os compromissos são para cumprir e não mera retórica. Ao contrário de outros, como por exemplo o atual governo, é fiel à palavra dada e gosta de cumprir escrupulosamente as promessas e os acordos.

António Costa não desafiou apenas António José Seguro para a disputa do candidato do PS a Primeiro-Ministro, desafiou os Portugueses e muitos militantes que não se reveem na velha forma de fazer politica, e que nos trouxe ate aqui.

António José Seguro, SG do Partido Socialista, propõe um conjunto de reformas inclusive a reforma do sistema político, redução do nº de deputados, eleições com círculos uninominais, limitação dos mandatos dos deputados (temos muitos que nunca fizeram nada na vida), e exclusividade de funções, tem sido óbvio que quem apoia António Costa foge deste debate como o “diabo da cruz”.

Quanto ao futuro do Partido Socialista, não tenho dúvidas que nada ficará como no passado e a “separação das águas” serão fundamentais para a afirmação de Partido Socialista definitivamente.

Por tudo isto apoio António José Seguro

 

Pedro Matias

Deputado Municipal de Almada do Partido Socialista

 

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