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Ordem e Câmara de Almada acusam Saúde de não cumprir

2 Março, 2015 • Humberto Lameiras • Destaque, Sociedade

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O presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas, e Comissão de Utentes de Saúde acompanharam o presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Jaime Mendes, numa visita ao Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, e não gostaram do que viram.

A maior crítica é sobre as condições de funcionamento do serviço de urgências, do serviço de radiologia, falta de camas e pessoal médico. “Continua a não haver radiologistas depois das 20 horas”, afirma Jaime Mendes que aponta também “a necessidade de adiar cirurgias devido à falta de anestesistas”.

Um dos recursos que tem sido utilizado para tentar colmatar a falta de médicos tem sido através da contratação de profissionais a empresas externas, mas “não é solução”, afirma.

Isto somado à falta de condições no serviço de urgências onde, no primeiro piso, “estão mais de 50 macas num espaço dimensionado para cerca de 30”, dá uma imagem “terceiro-mundista”, comentava Jaime Mendes que atribui responsabilidade ao ministro da Saúde e Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. “São eles que decidem, e abrir apenas mais 16 camas é muito pouco. O resto está tudo na mesma”.

Ou seja, depois do surto de gripe de janeiro e da demissão dos sete chefes da equipa do serviço de urgências do HGO que alegaram falta de condições de trabalho, “nada foi resolvido, apesar do mistro da Saúde ter declarado resolver o problema em cinco dias”.

Jaime Mendes

Jaime Mendes diz que ministro da Saúde prometeu mas não cumpriu

Perante o que observou, Jaime Mendes diz que “a culpa não é do conselho de administração do hospital”, a qual “mostrou-se disponível para colaborar com a Câmara de Almada e Comissão de Utentes de Saúde para encontrar soluções”. Na sua opinião o problema está no próprio Ministério da Saúde que “não tem sensibilidade social”. E garantiu: “agora vamos escrever ao ministro da Saúde sobre a situação que encontrámos aqui”.

Entretanto o presidente da Câmara de Almada mostra dúvidas sobre a disponibilidade do ministro da Saúde para resolver a situação do HGO. Afirma que Paulo Macedo “não está à altura das suas responsabilidades” e, nesta fase, “está em plena gestão do ciclo político”.

Para Joaquim Judas o problema do HGO não passa apenas pela falta de pessoal e necessária renovação de equipamentos. “Este hospital não tem capacidade física para resistir a surtos com o desta gripe. É mais do que clara a necessidade de reforçar a rede hospitalar”.

Para o edil a solução é “construir um hospital no Seixal e reforçar os cuidados de saúde primários”.

No imediato defende “o reforçar o pessoal médico”, mas para isso “é necessário alterar as condições de contratualização para que as vagas sejam devidamente preenchidas”. “Este hospital era para ter uma urgência polivalente, é para isso que os utentes pagam, mas o Estado não está a cumprir os seus deveres naquilo que cobra nas taxas moderadoras”.

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