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PCP nega aceitar contentores no Barreiro

26 Março, 2014 • Redação • Política

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O PCP nega concordar com a construção de um terminal de água profundas no Barreiro, contrariando assim notícias vindas a público que referiam que o partido estaria a dar cobertura a esta localização para receber a infraestrutura portuária.

O terminal de contentores foi apontado inicial à Trafaria, o que gerou a imediata contestação da população e autarcas. Uma hipótese que ainda não terá saído da agenda do governo.

Há cerca de uma semana, o Diário Económico escrevia ter tido acesso a um comunicado da Comissão Política do Comité Central do PCP que defendia a modernização e o investimento público para a dinamização do aparelho produtivo, e nesta matéria considerava o reforço da atividade portuária no Barreiro.

Aliás, ainda em fevereiro o presidente da Câmara do Barreiro, o comunista Carlos Humberto, afirmava existir “grande abertura e desejo que o Governo se decida pela construção do novo terminal de contentores de Lisboa no Barreiro”. Mas também alertava que antes de se chegar a uma decisão é necessário executar vários estudos.

Ora o PCP vem agora esclarecer que “relativamente aos chamados Investimentos de Elevado Valor Acrescentado, ficou claramente expresso num comunicado da Comissão Política do Comité Central, de 7 de março, com o título “As propostas do PCP face aos objetivos do Governo em torno das infraestruturas de transportes e logística”, onde não só denuncia a política de abandono do investimento público por parte do Governo, como também as inúmeras manobras de propaganda que estão em curso para legitimar uma política de privatização e concessão de infraestruturas públicas”.

Reforça o comunicado emitido pelo PCP, que o documento do Comité Central expressa que o atual governo, pela política e opções que tem vindo a assumir, “não está em condições de promover qualquer desenvolvimento ou modernização das infraestruturas de transportes e logística no nosso País.”

Salienta-se ainda que “o acordo do PCP quanto a projetos selecionados, quando isoladamente considerados, não significa, antes pelo contrário, a aceitação das orientações programáticas que suportam tal programa de investimentos, pelo que, qualquer tentativa de arrastar o PCP para um apoio ao governo sobre o chamado programa de “Investimentos de Elevado Valor Acrescentado” é abusiva”.

Relativamente à construção do terminal de águas profundas no Barreiro, o PCP “sublinha que a desejável ampliação da atividade portuária no Barreiro não poderá ser feita à custa da desativação das instalações portuárias na margem Norte do Tejo, posição esta que colide abertamente com a intenção do Governo que se prepara para liquidar a atividade portuária entre a zona de Santa Apolónia e o Parque das Nações”.

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