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Arriba Fóssil Costa da Caparica

Quercus quer renaturalizar Arriba Fóssil da Costa da Caparica

22 Maio, 2014 • Redação • Destaque, Sociedade

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A Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica foi criada há 30 anos, a 22 de maio, uma data que a organização ambientalista Quercus aproveitou para reafirmar a necessidade de “renaturalização a da orla costeira, mais restrições e reforço da fiscalização” nesta zona do concelho de Almada.

“Na Arriba Fóssil houve muitas coisas benfeitas nos últimos 30 anos, mas existem muitos riscos por esta ser uma zona muito urbanizada e muito apetecível para o lazer”, comentava hoje a vice-presidente da Quercus.

Carla Graça acusava ainda, através da Lusa, que nesta zona protegida existe “um conjunto de práticas que são menos desejáveis e que podem colocar em risco os valores em presença”. E, reafirmando a “renaturalização” deste manto verde, a ambientalista lembrava que estava prevista a retirada dos parques de campismo da frente de praias – o que ainda não foi feito –, a par das indefinições que subsistem em torno do programa Polis da Costa de Caparica.

Defende a Quercus que na Arriba Fóssil da Costa da Caparica têm de ser definidas zonas de proteção para espécies prioritárias, criadas medidas de conservação da área florestal da Mata Nacional dos Medos e promover atividades ligadas ao ecoturismo, como, por exemplo, a observação da avifauna, passeios pedestres e mergulho.

A organização ambientalista refere ainda em comunicado que a criação da paisagem Protegida da Arriba Fóssil “permitiu valorizar o património natural já existente e aumentar o conhecimento sobre o local, com a implementação de programas de monitorização de aves aquáticas na Lagoa de Albufeira, Lagoa Pequena e Lagoa da Estacada”.

Para além disso, possibilitou a realização de “estudos sobre a distribuição ecológica de espécies relevantes, como a lontra, rato-de-cabrera e víbora-cornuda, com a identificação e monitorização de abrigos de morcegos e com o aumento da investigação científica no domínio lagunar e marítimo”.

Contudo, argumenta que a atração turística por esta zona tem motivado “a construção clandestina, campismo ilegal e utilização indevida da zona dunar para a prática de desportos todo-o-terreno”. E acrescenta: “As decisões erradas do Estado em termos de ordenamento e gestão do território traduzem-se na construção em massa em zona dunar e na construção de esporões e paredões para proteção de bens materiais, subestimando os cenários com efeitos das alterações climáticas em curso”.

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3 Respostas a Quercus quer renaturalizar Arriba Fóssil da Costa da Caparica

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