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Seixal contesta privatização da Transtejo e Soflusa

27 Junho, 2014 • Humberto Lameiras • Destaque, Política

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A privatização da Transtejo e Soflusa, assim como de outras empresas de transportes públicos, tem vindo a ser trabalhada pelo Governo que, terá agora em cima da mesa a possibilidade de criar um modelo de subconcessões dos transportes em vez de ser o Estado a concessionar diretamente.

Seja qual for o modelo, este não agrada ao executivo municipal do Seixal que, em reunião de Câmara, aprovou uma proposta onde manifesta a sua oposição à “concessão a privados das empresas públicas de transportes da Área Metropolitana de Lisboa.

Para além de considerarem que os transportes públicos devem manter-se na esfera da gestão pública, os autarcas do Seixal vão transmitir ao Governo que “exigem que as autarquias sejam ouvidas” sobre todas as decisões relativas a este setor.

No documento aprovado ontem, a Câmara do Seixal aponta diretamente o seu protesto quanto à abertura a privados dos serviços públicos de transportes de passageiros da travessia fluvial entre Lisboa e a margem sul, do Grupo Transtejo. Negócio que teria consequências “nocivas à mobilidade da população”, assim como “implicações negativas no desenvolvimento económico da Região”, inferem.

“No documento de consulta sobre a privatização da Transtejo e Soflusa, a entrega a privados da exploração dos serviços públicos de transporte de passageiros, confirma o compromisso e a responsabilidade que o PSD, CDS e PS assumiram com a Comissão Europeia, BCE e FMI, ao subscreverem o tratado de agressão aos portugueses, e neste caso concreto, à população do Concelho e da Região”, lê-se na proposta aprovada pelo executivo seixalense.

No mesmo texto, os autarcas recusam aceitar o argumento do Governo de que a entrega deste setor a privados visa promover a eficácia na prestação do serviço público. “As populações do Concelho e da península de Setúbal sentiram na pele o resultado destes argumentos”. E acrescenta: “As privatizações têm sempre significado menos oferta, menor qualidade e serviços prestados mais caros, como aconteceu com o exemplo da Rodoviária Nacional”. 

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