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A autarquia almadense vai em sessão solene homenagear e atribuir a medalha de ouro da cidade à antiga edil, Maria Emília de Sousa.

Mais uma vez a autarquia destaca-se na atribuição de medalhas a grandes figuras ou, neste caso específico, tristes figuras. Só o facto desta distinção ter sido aprovada por unanimidade espelha bem o vazio que representam os vereadores da oposição na autarquia.

Sempre que tenho o “prazer” de ouvir Maria Emília não posso deixar de sorrir e de me vir à cabeça Ezequiel Valadas, o fictício presidente de câmara da não menos fictícia Vila Nova da Rabona, interpretado por Ricardo Araújo Pereira, o qual se propunha realizar inúmeras obras na localidade, entregando a sua execução aos amigos e familiares.

De facto, tem sido assim a gestão comunista da edilidade almadense nestes anos em que fez com que a cidade estagnasse, primeiro com a introdução do TGV (Transporte geralmente vazio), vulgo metro, depois com a criação de uma zona pedonal que subverte toda a lógica de implementação da dita zona.

Nas cidades modernas, as zonas pedonais são criadas para proteger as artérias mais antigas, limitando ai a passagem dos veículos…mas em Almada, a zona pedonal foi criada numa das avenidas mais movimentadas entupindo a parte velha da cidade com trânsito e pior, alterando o sentido do mesmo em muitas ruas, semeando o caos e a confusão, e arruinando por completo o comércio.

Tomemos como exemplo a Rua da Liberdade, eixo principal de ligação da Cova da Piedade ao coração de Almada: com a alteração do sentido do trânsito nesta artéria, o que a autarquia fez, foi aniquilar o comércio, algo de que os lojistas da cidade á muito se queixam, mas em voz baixa…. pois da última vez que fizeram ouvir o seu descontentamento, (os célebres autocolantes Comércio Mal Apoiado) à boa moda ortodoxa, viram as suas montras acabar vandalizadas.

(…) tem sido a gestão comunista da edilidade almadense nestes anos em que fez com que a cidade estagnasse, primeiro com a introdução do TGV (Transporte geralmente vazio), vulgo metro, depois com a criação de uma zona pedonal que subverte toda a lógica de implementação da dita zona”.

A uma pessoa que pautou o seu mandato com este tipo de conduta, que durante 25 anos acumulou erros irreparáveis de má gestão, que sistematicamente atropelou direitos e a própria Lei como o caso da tentativa vergonhosa da tomada de posse das Terras da Costa (Costa da Caparica) com o auxilio dos fiscais e do corpo de intervenção das forças policiais aos agricultores que, legitimamente, cultivam as terras agrícolas, tal como o voto de esquecimento pelas freguesias da Costa da Caparica e da Trafaria, só porque os seus habitantes cometeram o “desplante” de escolher para seus presidentes de junta pessoas de outras cores políticas que não a da mesma, faz com que o CDS-PP não possa concordar com esta homenagem.

Mais, o seu cariz autoritário e o pulso musculado com que tomou as rédeas da autarquia com tiques autocráticos e de totalitarismo e de pouca ou nenhuma abertura ao pensamento contrário vindo se a agudizar nos últimos anos do seu mandato, a par da promiscuidade e da falta de clareza e de isenção nas relações entre o que é da autarquia e o que é partidário, como por exemplo o Boletim Municipal de génese panfletária e de propaganda sistemática com a impossibilidade do mesmo uso por parte da oposição alegando questões de despesismo financeiro. Mas é a mesma autarquia que ao longo dos últimos anos não se envergonhou de gastar dezenas de milhares de euros em oferendas e foguetório como foi o recente caso da oferta de relógios aos funcionários da autarquia no valor de cerca de 700 euros cada um (é pratica corrente). 

Almada é uma cidade de oportunidades perdidas, de uma (sonhada) estância de turismo e lazer como a Costa da Caparica esquecida, é uma cidade deserta e triste, tendo como uma principal responsável, Maria Emília de Sousa.

É a uma pessoa que votou a cidade ao desenvolvimento adiado quando comparado com outras grandes cidades, que vamos atribuir a medalha da cidade? Depois de tudo que a mesma tirou, depois do presente que passou ao lado do concelho e do futuro incerto, depois de autorizar uma grande superfície com estacionamento gratuito, coisa que não acontece no centro da cidade, depois de afastar os visitantes da Costa da Caparica com a instalação de parquímetros obrigando a deslocação dos mesmos para as denominadas praias do sul onde o caos e falta de segurança impera, depois de esquecer o nosso vasto e rico património histórico material e imaterial e depois de abandonar os moradores do Vale da Sobreda (Sobreda) e dos Bairros do Torrão (Trafaria), é, para o CDS-PP, mais que suficiente para atribuir um redondo Não à atribuição da medalha de mérito da cidade a Maria Emília de Sousa.

A afirmação de “entregar o ouro ao bandido” nunca fez tanto sentido.

 

Nuno Robalo

Militante e membro do Pelouro de Património Histórico e Cultural da Concelhia do CDS-PP Almada

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