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Urgencia HGO

Socialistas questionam ministro sobre Hospital de Almada

1 Agosto, 2014 • Humberto Lameiras • Destaque, Política

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Os deputados do PS eleitos pelo distrito de Setúbal enviaram ao Ministro da Saúde um conjunto de cinco questões sobre o funcionamento do Hospital Garcia de Orta (HGO). Este pedido de esclarecimento enviado a Paulo Macedo, surge depois de recentes notícias em que 42 diretores de serviço da unidade de Almada “subscreveram um documento que revela situações graves na instituição, como o adiamento de cirurgias, consultas e exames por falta de profissionais e equipamentos ultrapassados”.

Apesar da direção do hospital já ter tornado público que as “situações ou problemas graves não correspondem à realidade” da instituição, e estão a causar “alarmismo desnecessário”, os socialistas querem ouvir de Paulo Macedo “quantos médicos estão previstos em cada valência do HGO e quantos existem a prestar serviço nessas valências”.

Querem saber ainda “qual é a previsão do Ministério da Saúde para a contratação de novos profissionais que colmatem as lacunas existentes”, e “qual é a previsão para a substituição de equipamentos desadequados e obsoletos, nomeadamente, camas e incubadoras”.

Por último, os sete deputados do PS de Setúbal querem que o ministro esclareça sobre “qual é a previsão para a diminuição dos tempos de espera em especialidades como a neurocirurgia” e que clarifique “qual é o ponto de situação relativamente à construção do Hospital do Seixal”.

No mesmo pedido de esclarecimento, lembram que o HGO “serve dois dos concelhos mais populosos da península de Setúbal, Almada e Seixal, abrangendo cerca de 350 mil pessoas”. Mais do que isso, por ser uma unidade central, “extravasa largamente” estes dois concelhos no que se refere a “um conjunto de especialidades de referência que apoiam outros hospitais do distrito, sendo que valências como Neonatologia e Neurocirurgia respondem a toda península de Setúbal”.

Outro dos problemas que apontam ao HGO é o tempo de espera a que os utentes são sujeitos. E mesmo com Paulo Macedo a garantir, no último inverno, que este indicador estava dentro dos parâmetros de normalidade, os socialistas têm duvidas e dão o exemplo do tempo de espera para a “primeira consulta de neurocirurgia” ser de “mais de um ano”.

Segundo foi noticiado pela Lusa, os 42 diretores que representam a Comissão Médica do HGO enviaram um documento para o Ministério da Saúde, Ordem dos Médicos e grupos parlamentares da Assembleia das República onde salientaram, entre algumas questões, “a saída de muitos médicos e enfermeiros do hospital” e “o impedimento da ação gestionária do Conselho de Administração e das estruturas intermédias de gestão do hospital, por via da centralização administrativa, no que concerne a políticas de recursos humanos e compras”. Alegaram ainda a necessidade de substituir alguns equipamentos por outros mais modernos.

A isto já respondeu a administração do HGO referindo que “fez um grande esforço nos últimos anos para melhorar a eficiência e a qualidade”. Sublinhou ainda que “o sistema de qualidade foi reconhecido internacionalmente” e acentuou que a “eficiência passou de uma situação deficitária para uma situação de ‘superavit'”. Em nota de imprensa refere ainda que a administração está a “encontrar algumas soluções para resolver os problemas ao nível dos recursos humanos”.

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