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Verão na Costa da Caparica deverá arrancar a tempo

19 Março, 2014 • Humberto Lameiras • Destaque, Sociedade

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A frente de praias da Costa da Caparica dá mostras de começar a recuperar da revolta do mar no mês de Fevereiro e o mais provável é que a época balnear arranque, como todos os anos, a 1 de junho. Mas certezas não existem e poderá acontecer que as praias a Norte da zona urbana – as mais afetadas – só estejam preparadas para receber banhistas um pouco mais tarde. Tudo depende da execução de obras de defesa costeira, da responsabilidade do Governo.  

“Ainda estamos na espectativa sobre a autorização para o funcionamento das praias a Norte”, comenta o presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, uma decisão que depende de algumas entidades com vigência sobre a orla costeira. Segundo José Ricardo Martins o início da época balnear já está planeado, mas na zona mais afetada pelo avanço do mar o prazo vai depender das obras de reforço das infraestruturas dos apoios de praia e da estrutura aderente do cordão dunar, que “já está a ser requalificado e irá ter um custo de cerca de 48 mil euros”.

Mas esta é apenas uma primeira fase de obras. Para o autarca estas intervenções são “emergentes”, mas a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tem de cumprir o que foi prometido pelo Ministro do Ambiente, que em finais de fevereiro esteve de visita à Costa da Caparica. Na altura Jorge Moreira da Silva anunciou que o Governo estava disponível para intervir na reparação dos danos causados pela intempérie.

Se o enchimento artificial com areias não for feito agora, tem de ser até setembro”, afirma José Ricardo Martins

José Ricardo Martins

Em pleno paredão na frente urbana de praias, o governante prometeu que o cordão dunar seria reforçado, assim como o paredão e esporões, os acessos às praias e as estruturas dos apoios concessionados. Garantiu ainda que seria feita uma recarga de um milhão de metros cúbicos de areia nas praias, a ser iniciada no princípio de abril. Pelas contas do ministro estes trabalhos deverão atingir os oito milhões de euros.

Entretanto a Junta de Freguesia local e a Câmara de Almada vão concertar-se para avançarem com algumas obras para tapar os muitos buracos que o mar abriu ao longo do paredão. “É uma obra a ser feita no imediato”, diz o José Ricardo Martins que já coloca algumas aspas sobre se o enchimento artificial de areias vai ser feito na data prometida pelo ministro. Mas de uma coisa não tem dúvidas: “se o enchimento artificial não for feito agora, tem de ser até setembro”.

Mas também diz que não tem qualquer informação em contrário e refere que até já foi apresentada uma proposta à APA para que o enchimento seja feito “de Norte para Sul e as escadas reconstruídas em cimento de Sul para Norte”.

Com o presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas, a firmar a “imperativa necessidade de adoção de medidas de proteção da orla costeira da zona da Costa Caparica – e deu conhecimento ao ministro Jorge Moreira da Silva –, o presidente da Junta de freguesia alerta que se o enchimento artificial de praias não for feito “deixamos de ter praias na Costa da Caparica”. E acrescenta: “Não estamos só a falar do fim do turismo como atividade económica importante para a região e para o país, estamos também a falar de segurança”.

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